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GOVERNO DO ESTADO PODE TRANSFORMAR O HOSPITAL DE OLIVEIRA EM UM POLO REGIONAL PARA ATENDIMENTO À PACIENTES COM COVID-19

GOVERNO DO ESTADO PODE TRANSFORMAR O HOSPITAL DE OLIVEIRA EM UM POLO REGIONAL PARA ATENDIMENTO À PACIENTES COM COVID-19
Ontem já se ouvia um burburinho na cidade sobre uma “bomba” que atingiria o município, mas ninguém sabia ao certo do que se tratava. À noite, a realização da primeira reunião ordinária após o distanciamento social reforçou a suspeita da população, que em peso assistiu a exibição da sessão pela internet e escreveu diversos comentários nas redes sociais. Fato é que o retorno às atividades parlamentares nada teve a ver com as especulações. Parte dos edis nem sabia o que estava por vir, mas a notícia impactante chegou. Temendo gerar pânico na população, o vereador Leonardo Ananias Leão pediu que a transmissão da reunião fosse interrompida. Em seguida, comunicou os colegas sobre a intensão do governo estadual de transformar o Hospital São Judas Tadeu em um centro voltado exclusivamente para o atendimento de pacientes com coronavírus, vindos de cinco cidades da microrregião: Santo Antônio do Amparo, Carmópolis de Minas, Carmo da Mata, Passa Tempo e São Francisco de Paula. Perplexos, todos os edis abandonaram suas adversidades políticas e se uniram para que a decisão fosse revertida. A sessão foi retomada e a informação finalmente foi levada a público. Para se inteirar mais sobre o assunto e buscar soluções, os vereadores receberam hoje à tarde, na Câmara Municipal de Oliveira, o administrador do HSJT - Ramon Alves Gonçalves, a promotora de Justiça – Josiane Moreira Soares Malaquias, o secretário municipal de Saúde – Lucas Lasmar e o vice-prefeito – Chicre José Abud. O senador – Carlos Viana, o deputado federal – Domingos Sávio e o deputado estadual - Gustavo Mitre participaram do encontro por videoconferência e o bispo diocesano - Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro, por telefone. Lucas Lasmar confirmou que a intenção inicial da Superintendência Regional de Saúde era remover todas as especialidades do Hospital São Judas Tadeu e destiná-lo exclusivamente ao atendimento de pacientes com Covid-19. Porém, a decisão foi revista após negociação. Atualmente, o Estado exige que o Município disponibilize dezesseis leitos de CTI (o hospital tem dez, seis novos seriam construídos) e quarenta de enfermaria (quase a metade da capacidade) para o atendimento de infectados por coronavírus da microrregião. Dessa maneira, as outras especialidades poderiam permanecer ativas na unidade. O secretário entende que, apesar de amenizada, a situação permanece desfavorável. A proposta do Município e da administração do HSJT é delegar ao hospital de Santo Antônio do Amparo os casos leves e moderados da doença. Como alternativa à decisão do Estado, Lasmar também propôs a construção de um hospital de campanha para a região centro-oeste. Oliveira foi escolhida por ser sede de microrregião, ter localização geográfica privilegiada, um hospital equipado com tomógrafo e leitos de CTI aptos a receber respiradores. A Dra. Josiane Moreira Soares Malaquias afirmou que rebaterá tais argumentos. Ela apoia a divisão entre os hospitais de Oliveira e Santo Antônio do Amparo. É importante esclarecer que se Município e Estado não entrarem em acordo, o Estado pode tomar para si a administração do Hospital e usá-lo como bem entender, pois a unidade é de caráter regional e Minas Gerais se encontra sob Estado de Emergência em Saúde Pública. Ficou acordado que todos os presentes assinarão um pedido de revisão da medida. O mesmo requerimento também apresentará, como solução para o impasse, a construção de um hospital de campanha para atender a região. Enquanto isso, os vereadores continuarão buscando apoio junto aos seus correligionários. Os deputados estaduais Antônio Carlos Arantes, Cleitinho Azevedo e Mauro Tramonte também se solidarizaram com a causa e enviaram mensagens de apoio aos edis. O vice-governador de Minas Gerais - Paulo Brant, por intermédio da ex-secretária municipal de Cultura - Nem Campos, informou que entrará em contato com o administrador do hospital e com o secretário municipal de Saúde para discutir a questão.


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