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SERVIDORES DA EDUCAÇÃO DEMITIDOS REALIZAM MANIFESTAÇÃO NA CÂMARA MUNICIPAL

SERVIDORES DA EDUCAÇÃO DEMITIDOS REALIZAM 
MANIFESTAÇÃO NA CÂMARA MUNICIPAL
Os vereadores foram surpreendidos por uma manifestação dos servidores da Educação ao chegarem na Câmara Municipal para a sessão legislativa dessa segunda-feira, 11 de maio. Vestidos de preto e fazendo muito barulho, os manifestantes entoavam gritos de protesto e seguravam cartazes com dizeres contrários à demissão de cerca de 170 profissionais da categoria, em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus. Diante do fato, por deliberação dos edis, três representantes do movimento puderam ocupar a tribuna e abrir os trabalhos da Décima Reunião Ordinária. As oradoras escolhidas foram as professoras Rosa Shirley Aparecida, Marta Brito e Carmen Lúcia Andrade. Rosa Shirley Aparecida pediu ao Legislativo que se una aos servidores que tiveram seus contratos suspensos e pressione o Executivo para que reconsidere a decisão. Segundo ela, o Ministério Público já emitiu recomendações contrárias às demissões e vários municípios da região voltaram atrás e revogaram o desligamento de trabalhadores. A professora acredita que a Prefeitura deveria dar exemplo aos comerciantes e empresários locais, em vez de incentivar as dispensas. Rosa questionou como os demitidos arrumariam novos empregos em plena pandemia, com a estagnação da economia, e afirmou que os profissionais poderiam ser aproveitados em outras atividades, enquanto os estabelecimentos educacionais permanecerem fechados. Marta Brito declarou que não se trata de um debate político, mas sim de uma luta de classe. Disse também que a remuneração que deixará de ser paga aos profissionais poderia ajudar a aquecer a economia local. Ela afirmou, ainda, que há um descaso do Poder Público com a categoria e lamentou que a Prefeita, como professora, não valorize a função. Carmen Lúcia Andrade alertou para a subvalorização dos profissionais brasileiros, comparando o tratamento dado aos educadores no país ao de outras nações. Ela pediu aos parlamentares ações concretas para solucionar a questão e refutou conflitos partidários em torno da causa. De acordo com a professora, a remuneração de todos os demitidos é inferior a dois mil reais e, portanto, não causaria um impacto tão significativo na folha de pagamento do Executivo. Vale ressaltar que os treze edis sempre se posicionaram contrários à suspensão dos contratos. Após os pronunciamentos das professoras, todos eles voltaram a manifestar seu apoio à demanda. O vereador Francisco Donizetti Naves propôs um Voto de Repúdio à Secretária Municipal de Educação, Andréa Pereira da Silva. No entanto, os parlamentares Clodoaldo José de Paula, Ederson de Sousa da Silveira, Ronaldo de Paula Gonçalves e Geraldo Nicácio Júnior sugeriram o adiamento da proposição para a próxima sessão legislativa, alegando que, assim, poderão acompanhar o desenrolar dos fatos após a manifestação. O propositor, então, retirou a matéria ao constatar que não teria a maioria dos votos para aprová-la. Embora não se saiba ao certo se a suspensão dos contratos foi motivada por questões financeiras ou jurídicas, o Presidente da Câmara Municipal de Oliveira, Geraldo Nicácio Júnior, voltou a oferecer ao Executivo um auxílio do Legislativo, por meio da devolução de recursos. A oferta atual foi de R$100.000,00 (cem mil reais) mensais, por dois meses.


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